Na sequência do dia da Austrália, hoje foi feriado! Aproveitei para andar um pouco para Norte e Adelaide revelou-se mais bonita que o habitual! :)
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
E pronto!... Lá fui eu até ao outback australiano para ver o Uluru! É uma espécie de ir a Roma e ver o Papa (embora o Uluru mude de cor com o Sol ao longo do dia e o Papa não!) :)
Foi uma viagem agradável embora cansativa pois apesar de não ter feito cerca de 20 horas de caminho para Alice Springs caso tivesse optado por ter ido de autocarro ou comboio, ainda se têm de fazer 4h de Alice Springs até ao Uluru. Fiquei a saber que é uma rocha sedimentar gigantesca, que é no entanto superada em dimensão pelo... Monte Augustus... (what else?)
O Uluru é um território sagrado para os aborígenes Anangu que vivem nesta região e que são donos do rochedo (no entanto arrendaram-no ao governo australiano...). Assim eles solicitam que não se pratique escalada, no entanto esta continua a ser feita...
Mas nem só de Uluru vive o outback... Kings Canyon é algo notável também!
Hoje não estou muito dado a escrita e espero que as fotos (que são poucas) possam falar por mim! No entanto não podia deixar de colocar uma foto do grupo fantástico de desconhecidos que partiu comigo no dia 18 de Janeiro e do grupo de amigos que regressou no dia 20 de Janeiro! Isto, calculo eu, deve ser o similar ao exército! :)
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Hoje... depois de mais um dia no departamento andei pelo Flinders Centre for Innovation in Cancer! É neste edifício que decorrem as consultas externas e os tratamentos dos doentes em ambulatório.
Mas nem só de consultas externas vive este edifício é aqui que também se faz investigação na prevenção do cancro e os ensaios clínicos. Se quiserem dar uma olhada no site: http://www.fcic.org.au
E aqui fica uma imagem da sla de perfusão de quimioterapia (sem fotografar ninguém... não dá para ter a noção de toda a sala...):
Bom... nos próximos dias devo te muitas novidades, contudo o acesso à net não deve ser o melhor...
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Hoje foi dia de reunião de serviço de manhã (8:00h) e reunião de decisão terapêutica à tarde!
Para vos dar uma ideia do quanto diferentes são as reuniões de serviço, deixo-vos as imagens...
A reunião é efectuada numa sala polivalente precedida ou seguida por um café (pago pelo consultant escalado, pois claro!), as pessoas sentam-se em círculo e os doentes são apresentados pelos alunos e discutidos pelos profissionais de saúde... uma vez que estão presentes farmacêutico, assistente social, reabilitação e demais profissionais que possam ser relevantes para o tratamento dos doentes.
No meio desta gente, sem qualquer ordem especial, estão os estudantes, os residents, o resident medical officer, os consultants e os demais profissionais de saúde! O fluxo da reunião é simples, os alunos apresentam os doentes, um a um, estes são discutidos pelos consultants que, se for necessário, pedem mais informações, geralmente providenciadas pelos residents e por vezes pelo RMO. Como resultado da reunião, é estabelecido um plano para cada doente que, geralmente é operacionalizado pelos residents com ajuda dos alunos!... Uma coisa que nunca acontece aqui é ter um doente internado sem que haja um plano para ele! Quase sempre a primeira pergunta do consultant (depois de se inteirar da situação) é questionar o médico responsável, sobre qual é o plano que ele tem para o doente!...
O resto da manhã passei na consulta externa de oncologia. Curiosamente é nesta vertente que a diferença entre o que se faz na Austrália e em Portugal menos se nota!...
Por fim deixo-vos com um cartaz que por aqui vi...
See u!...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Na semana passada decidi que tinha que conhecer um pouco deste enorme país e por isso agendei um fim-de-semana para uma ilha perto de Adelaide - Kangaroo Island.
Adelaide é a cidade capital do Estado South Australia e, na minha perspectiva, não é muito amiga dos peões! A cidade é muito extensa, com grandes avenidas (ou estradas se preferirem!), o que a torna perfeita para os automóveis e menos boa para quem, como eu, tem que se deslocar de transportes públicos! Associado a isto, Adelaide pode ser visitada em pouco mais de um dia e por isso, se quero ver algo da Austrália (e é claro que quero!), tenho que agendar programas ao fim-de-semana que me levem lá! Foi assim que decidi escolher como destino Kangaroo Island!
A viagem começa logo com a particularidade de se ter que apanhar o ferry-boat com o preço/km mais caro do planeta!... Ou seja, isso retrata bem o que se passa na Austrália de hoje, ordenados estupidamente elevados associados a um custo de vida ainda maior! Mas esqueçamos estas particularidades materiais e aportemos em Penneshaw! Daí temos à disposição uma ilha de 150km por 40km com a população de uma pequena vila portuguesa. Podemos seguir as estradas quase desertas, com a terra vermelha a acompanhar-nos! Kangaroos, Wallabies, Koalas... e outros cujo nome não me recordo fazem-nos companhia nesta viagem! A sensação de campo aberto é incrível... semelhante experiência recordo-me apenas na rota do deserto, no deserto do Sahara!
Foi a primeira vez que estive no Oceano Antártico, que banha a costa Sul da ilha e onde tive a oportunidade de ver leões marinhos australianos e focas da Nova-Zelândia.
No meio desta ilha existem dunas (algumas bem elevadas) a que chama Little Sahara e onde se pode optar pelos desportos de inverno no verão e na areia! :)
O local perfeito para ver o pôr-do-sol é junto às Remarkables Rocks - rochas graníticas esculpidas pela erosão que, tal como Uluru, no Outback australiano, têm a particularidade de mudar de cor consoante a incidência do sol.
O tempo no primeiro dia não ajudou, mas visitar Hudson Bay ou Vivonne Bay, revelou que mesmo com nuvens se pode adivinhar uma água azul turquesa de uma transparência espectacular! Ainda deu para tomar um banho, numa água que os locais apelidam de fria mas que se equipara à nossa costa atlântica!
Interessante também ver os pelicanos em Kingscote... não são tão selvagens como deviam, mas são muito engraçados! :)
Com isto consigo dar-vos uma ideia do que mais gostei em Kangaroo Island, embora como podem ver pelo mapa a viagem não se esgote nestas imagens! No fim e porque gostei muito deste tipo que era o guia, além de ser o primeiro aborígene que conheci, aqui fica uma foto nossa!
O resto da semana será na Oncologia Médica... mas para a semana há mais! :) ... e será no Outback australiano!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
E pronto... Lá se passou a primeira semana!... Penso que é hora de efectuar um balanço de como tem sido até agora!
O primeiro ponto é que me trouxeram ao engano!!! Se me tivessem dito que era para trabalhar tinha ficado em Portugal! :)
Efectivamente tenho trabalhado bastante e é-me pedido muito mais do que em Portugal! Desde que aqui estou já apresentei 6 doentes em reuniões de serviço, escrevo o diário clínico de 1/3 dos doentes internados (os outros 2/3 são efectuados pelos 2 colegas de Flinders), já me pediram para ver doentes na admissão, para fazer a notas de alta, para efectuar procedimentos como colher sangue ou colocar um acesso venoso periférico, para ir falar com um doente que queriam integrar num ensaio clínico que está a decorrer aqui (e eles têm dezenas de ensaios a decorrer!), participei em diversas reuniões de serviço e decisão terapêutica...
Isto faz com que os dias (especialmente as manhãs) pareçam enormes! Por volta da hora do almoço não consigo bem identificar se o que sinto ainda é do jet-lag ou da hipoglicemia!
Hoje tive oportunidade de ir à UCI e literalmente fui apanhado de "boca aberta" a olhar para as instalações! A unidade é nova e tem condições fantásticas como nunca tinha visto! O mesmo se pode dizer do Departamento de Emergência, novo, sem macas espalhadas, parecia que estávamos num qualquer outro serviço do hospital... fiquei impressionado outra vez!
Nunca é demais referir a atitude dos médicos aqui... Cultivar um relacionamento empático, de confiança e cordial com o doente é para eles fundamental! Contudo, essa postura é transversal com o restante pessoal e em particular com os alunos. Na Quarta-feira o Consultant, Dr. Kichenadasse (grande nome, hein?), após a visita, decidiu fazer uma espécie de PBL para que identificássemos as causas de anemia em doentes oncológicos, para que pudéssemos definir o limiar a partir do qual se deve proceder a transfusão, qual deve ser o objectivo da transfusão e porque se deve fazer a transfusão... foi realmente muito útil e provavelmente não me esquecerei! :) No entanto, como é seu hábito, deixou uma pergunta no ar, que nem os residentes sabiam responder, para que tenha tema na próxima vez! :)
Assim vou passando os dias... é uma vergonha que só tenha conseguido ir à praia uma vez mas começando às 8am e terminando às 5pm (mais as viagens de autocarro) torna-se quase impossível ter tempo (e forças) para fazer algo mais!
Amanhã vou a Kangaroo Island e espero ter novidades para vos contar na Segunda-feira!
O primeiro ponto é que me trouxeram ao engano!!! Se me tivessem dito que era para trabalhar tinha ficado em Portugal! :)
Efectivamente tenho trabalhado bastante e é-me pedido muito mais do que em Portugal! Desde que aqui estou já apresentei 6 doentes em reuniões de serviço, escrevo o diário clínico de 1/3 dos doentes internados (os outros 2/3 são efectuados pelos 2 colegas de Flinders), já me pediram para ver doentes na admissão, para fazer a notas de alta, para efectuar procedimentos como colher sangue ou colocar um acesso venoso periférico, para ir falar com um doente que queriam integrar num ensaio clínico que está a decorrer aqui (e eles têm dezenas de ensaios a decorrer!), participei em diversas reuniões de serviço e decisão terapêutica...
Isto faz com que os dias (especialmente as manhãs) pareçam enormes! Por volta da hora do almoço não consigo bem identificar se o que sinto ainda é do jet-lag ou da hipoglicemia!
Hoje tive oportunidade de ir à UCI e literalmente fui apanhado de "boca aberta" a olhar para as instalações! A unidade é nova e tem condições fantásticas como nunca tinha visto! O mesmo se pode dizer do Departamento de Emergência, novo, sem macas espalhadas, parecia que estávamos num qualquer outro serviço do hospital... fiquei impressionado outra vez!
Nunca é demais referir a atitude dos médicos aqui... Cultivar um relacionamento empático, de confiança e cordial com o doente é para eles fundamental! Contudo, essa postura é transversal com o restante pessoal e em particular com os alunos. Na Quarta-feira o Consultant, Dr. Kichenadasse (grande nome, hein?), após a visita, decidiu fazer uma espécie de PBL para que identificássemos as causas de anemia em doentes oncológicos, para que pudéssemos definir o limiar a partir do qual se deve proceder a transfusão, qual deve ser o objectivo da transfusão e porque se deve fazer a transfusão... foi realmente muito útil e provavelmente não me esquecerei! :) No entanto, como é seu hábito, deixou uma pergunta no ar, que nem os residentes sabiam responder, para que tenha tema na próxima vez! :)
Assim vou passando os dias... é uma vergonha que só tenha conseguido ir à praia uma vez mas começando às 8am e terminando às 5pm (mais as viagens de autocarro) torna-se quase impossível ter tempo (e forças) para fazer algo mais!
Amanhã vou a Kangaroo Island e espero ter novidades para vos contar na Segunda-feira!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Bem, uma vez que vim para a Austrália fazer um "medical elective" e que este blog pretende retratar o que por aqui faço, vou tecer algumas considerações sobre o que vi até agora!
Há bastantes diferenças entre o que fazemos em Portugal e o que eles por aqui fazem... Curiosamente essas diferenças não se reflectem em melhor tecnologia ou até acesso a mais e melhores meios de diagnóstico (que também o têm de vez em quando... um PET-scan está sempre acessível, por exemplo), mas na atitude e organização! O centro do NHS Australiano está claramente definido e é o doente!
Os doentes na Austrália esperam ter uma equipa de profissionais que sirva as suas necessidades, levando também a que a relação entre os profissionais de saúde e o doente seja muito diferente do que se passa em Portugal... cada vez que vejo um médico, seja ele Resident ou Consultant a interagir com o doente fico com a sensação que estamos numa estação de OSCES... :) É feita uma apresentação, confirma-se quem é o doente, lava-se as mãos, assegura-se que o doente está confortável e que a sua privacidade está assegurada, explica-se que procedimento se vai efectuar, pede-se o consentimento, determina-se o plano terapêutico em conjunto com o doente... terminando na inevitável questão se o doente tem alguma questão que queira ver esclarecida! O consentimento informado é efectuado com o consultant sentado ao lado do doente, explicando tudo e inclusive dando tempo ao doente para ele pensar se o doente assim desejar...
Neste aspecto, é um mundo à parte!!!
A outra coisa que faz com que o NHS australiano flua bem é a organização. Estive presente numa das mais bem organizadas reuniões (não de serviço mas de doentes) a que já assisti! A reunião foi liderada pela Directora do serviço de oncologia médica, mas teve a participação da imagiologia, da patologia, radioterapia, quimioterapia, cuidados paliativos... os doentes eram apresentados rápida e sistematicamente, cada qual apresentando o que o seu departamento sabia sobre o doente, eram discutidos e traçava-se um plano para os mesmos.
No que se refere aos alunos, estes têm sempre acompanhamento por um médico sénior com a categoria de RMO - Resident Medical Officer, ou seja, estão imediatamente após o consultant (que é o maior grau da carreira médica). Os alunos (e eu mesmo, apesar de não me conhecerem de lado algum) têm pleno acesso a todos os ficheiros dos doentes, em qualquer serviço, bastando para isso apresentarem-se e explicarem que vieram ver determinado doente pois isso foi requerido... simples! Escrever no ficheiro do doente também é descomplicado... após falarmos com o doente e o observarmos, escrevemos o que vimos! Essas impressões são depois apresentadas e discutidas com o médico responsável, e no final assinamos os dois e identificamo-nos... simples, outra vez!
Visitei a Flinders Medical School e aqui fica uma fotografia da biblioteca... A escola fica dentro do hospital, o que é capaz de dar um certo jeito!
Para finalizar, aqui está o cartão de acesso que me deram... Penso que para lhes facilitar a vida atribuíram me um número! Afinal "Daniel Augostó" deve ser difícil de pronunciar! :)
Há bastantes diferenças entre o que fazemos em Portugal e o que eles por aqui fazem... Curiosamente essas diferenças não se reflectem em melhor tecnologia ou até acesso a mais e melhores meios de diagnóstico (que também o têm de vez em quando... um PET-scan está sempre acessível, por exemplo), mas na atitude e organização! O centro do NHS Australiano está claramente definido e é o doente!
Os doentes na Austrália esperam ter uma equipa de profissionais que sirva as suas necessidades, levando também a que a relação entre os profissionais de saúde e o doente seja muito diferente do que se passa em Portugal... cada vez que vejo um médico, seja ele Resident ou Consultant a interagir com o doente fico com a sensação que estamos numa estação de OSCES... :) É feita uma apresentação, confirma-se quem é o doente, lava-se as mãos, assegura-se que o doente está confortável e que a sua privacidade está assegurada, explica-se que procedimento se vai efectuar, pede-se o consentimento, determina-se o plano terapêutico em conjunto com o doente... terminando na inevitável questão se o doente tem alguma questão que queira ver esclarecida! O consentimento informado é efectuado com o consultant sentado ao lado do doente, explicando tudo e inclusive dando tempo ao doente para ele pensar se o doente assim desejar...
Neste aspecto, é um mundo à parte!!!
A outra coisa que faz com que o NHS australiano flua bem é a organização. Estive presente numa das mais bem organizadas reuniões (não de serviço mas de doentes) a que já assisti! A reunião foi liderada pela Directora do serviço de oncologia médica, mas teve a participação da imagiologia, da patologia, radioterapia, quimioterapia, cuidados paliativos... os doentes eram apresentados rápida e sistematicamente, cada qual apresentando o que o seu departamento sabia sobre o doente, eram discutidos e traçava-se um plano para os mesmos.
No que se refere aos alunos, estes têm sempre acompanhamento por um médico sénior com a categoria de RMO - Resident Medical Officer, ou seja, estão imediatamente após o consultant (que é o maior grau da carreira médica). Os alunos (e eu mesmo, apesar de não me conhecerem de lado algum) têm pleno acesso a todos os ficheiros dos doentes, em qualquer serviço, bastando para isso apresentarem-se e explicarem que vieram ver determinado doente pois isso foi requerido... simples! Escrever no ficheiro do doente também é descomplicado... após falarmos com o doente e o observarmos, escrevemos o que vimos! Essas impressões são depois apresentadas e discutidas com o médico responsável, e no final assinamos os dois e identificamo-nos... simples, outra vez!
Visitei a Flinders Medical School e aqui fica uma fotografia da biblioteca... A escola fica dentro do hospital, o que é capaz de dar um certo jeito!
Para finalizar, aqui está o cartão de acesso que me deram... Penso que para lhes facilitar a vida atribuíram me um número! Afinal "Daniel Augostó" deve ser difícil de pronunciar! :)
domingo, 6 de janeiro de 2013
Ontem já dei uma volta por Adelaide para conhecer a cidade e saber o que terei que fazer amanhã quando for finalmente para o FMC. A cidade ainda é dominada na sua maioria por casas coloniais que servem actualmente, na sua grande maioria, de hostels. O processo de modernização da cidade parece estar a ser liderado pelas universidades (e há 3 em Adelaide) - University of Adelaide, University of South Australia e Flinders. Todas elas estão a construir edifícios novos cuja preocupação expressa é "creating a worldclass learning environment".
Continua um calor imenso por isso faço ideia como estará Beja se por aqui está assim!
Amanhã já espero contar-vos sobre o primeiro dia em Flinders!
sábado, 5 de janeiro de 2013
E pronto... Lá estou eu instalado em Adelaide!... Esta é a vista do meu quarto pela manhã (aqui amanhece cedo)!
Adelaide é uma cidade extensa e com uma arquitectura completamente diferente do local anterior! Casas com um ou dois andares, ruas paralelas e prependiculares que terminam numa ou noutra praça! A cidade apesar de ter mais de um milhão de habitantes parece bem mais pequena tal é a pacatez que aparenta! Sinto-me numa daquelas cidades do interior dos EUA... e com este calor diria que seria no deserto do Nevada... enfim! Depois de vaguear um pouco pela cidade poderei dar novas impressões!
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